07/12/2009
no Dia Mundial de Combate a AIDS, um alerta permanente a juventude
A melhora dos dados sobre a doença, a maior expectativa de vida para quem contraiu o vírus e o fato de o governo ter centrado a preocupação na assistência ao portador, tem prejudicado o trabalho de prevenção, segundo entidades e especialistas.
Por isso, entre 2000 e 2008, o número de novas infecções caiu 17% mas os jovens são os mais vulneráveis a novas infecções, pois, além de diariamente iniciarem a vida sexual, muitos sem qualquer cuidado ou informação quanto ao risco pessoal da contaminação de DSTs, não viram o estrago que a AIDS fez nos anos 80 e 90 e imaginam que ela é um problema resolvido e, ante a contaminação, há remédio que soluciona facilmente a questão, sem terem idéia da via crucis que é o tratamento.
Está certa a coordenadora da área de prevenção da Associação para Prevenção e Tratamento da Aids (APTA, Terezinha Pinto: "há um cansaço do uso do preservativo por parte dos jovens. E geração que não viu o boom da AIDS banalizou essa questão"
O alvo preferencial das novas contaminações pelo HIV são mulheres jovens na faixa nos 13 aos 19 anos e jovens homossexuais e bissexuais entre 13 e 24 anos. Estes últimos pelo medo de revelar a sexualidade na escola, família e postos de saúde
Os atenuantes para isso são uma urgente campanha anti-HIV e DSTs voltadas especialmente à juventude, a inclusão da educação sexual no currículo do ensino básico, recortes especiais às jovens mulheres e GLBTs nas políticas de saúde e a distribuição de preservativos nas escolas, assim como a obrigatoriedade de serem vendidas em estabelecimentos como bares e boates.
Notas Relacionadas