03/03/2010
Juventude na pauta central: alianças políticas e sociais
A juventude politizada brasileira está a todo vapor debatendo idéias e propostas para o Brasil, sob sua ótica, que devem desembocar nos programas de governo, especialmente o do campo nacional, democrático e popular.
Reunida na última quinta-feira, a executiva da UNE decidiu priorizar a construção do Projeto Brasil, proposta a ser apresentada às candidaturas de outubro, especialmente à Presidência da República, que será discutido neste fim de semana na reunião da diretoria apliada e no Conselho Nacional de Entidades Gerais, que reúne DCEs e federações/executivas de curso.
Para a Bienal, que deve ocorrer em Fortaleza, o tema deve ser a discussão sobre o uso de novas tecnologias.
Já a ANPG, entre os dias 15 e 18 de abril de 2010, realizará seu XXII Congresso com o tema “Avançar na Pós-graduação para Transformar o Brasil”, discutindo Ciência e Tecnologia, pós-graduação, educação, Pré-Sal, direitos dos pós-graduandos e popularização da ciência.
Já a Comissão de Jovens da CONTAG, iniciou, em 5 estados esta semana, a mobilização de lideranças jovens do movimento sindical dos trabalhadores rurais para as etapas estduais dos festivais da juventude rural, que serão realizados durante o mês de março, culminando no 2º Festival Nacional da Juventude Rural, que acontecerá em Brasília-DF, no período de 7 a 10 de junho, com previsão de reunir cerca de 5 mil jovens de todo o país. Na pauta, sucessão rural "com terra, políticas públicas, meio ambiente sustentável, trabalho e renda", além de educação, cultura, esporte e lazer para juventude do campo; meio ambiente, crédito rural, políticas para mulheres, saúde do trabalhador e organização da produção.
Por sua vez, a CONAJE, nos dias 30 de Novembro e 1 de Dezembro de 2009, com a presença do vice-presidente José Alencar, realizou em Fortaleza, seu 15º Congresso Nacional, debatendo políticas Públicas de juventude, a produção como resposta à crise mundial, as ferramentas do setor público para o desenvolvimento das pequenas e médias empresas, a importância da capacitação para iniciar negócios no exterior, jovens empreededores e as relações trabalhistas sindicais, além do empreendedorismo.
Destaco a fala, na ocasião, do presidente da Confederação Nacional dos Jovens Empresários, Eduardo Machado: "o movimento Jovem Empresarial sai ainda mais maduro, fortalecido e ciente das grandes responsabilidades que temos com nosso país e é certo que estamos preparados e motivados para realizar todas as ações necessárias para contribuir com o desenvolvimento sustentável do nosso Brasil”.
Por fim destaco os debates da Conferência Internacional da Juventude Sindicalista, que ocorreu em Lima, Peru, em 20 de novembro 2009, especialmente a contribuição da CTB-Brasil: "a luta para incorporar as novas gerações à luta sindical é indissociável da defesa da redução da jornada e da luta contra a precarização. Reduzir a jornada e lutar contra a precarização é defender as mesmas condições e remuneração para o mesmo trabalho; é garantir ao jovem mais tempo para ser jovem, tempo para namorar, descansar, estudar, ter direito ao esporte e à cultura, estar com a família, fazer arte e, sobretudo, fazer política sem medo".
Combinar e aprofundar alianças
Para promover e desenvolver os jovens como pauta central da nação, é preciso que as alianças na superestrutura, entre as juventudes partidárias, devem desembocar também nas alianças infra-estruturais, isto é, na sociedade civil.
Portanto, combinar um amplo acordo entre JPT, UJS, JPMDB, JSPDT, JSB e JPL, com uma forte coesão das juventudes estudantis, trabalhadoras do campo e da cidade e empresariais (setor produtivo) é o eixo-de-força fundamental para conquistar o objetivo de consolidar a juventude como tema programático central da sociedade brasileira e, como se pode ver acima, há enorme confluência de preocupações e plataformas, no sentido de incluir os jovens no desenvolvimento nacional, de vincular isso a um papel protagonista do Estado, especialmente no acesso ao crédito, às novas tecnologias, na sustentabilidade das alternativas de crescimento e na construção de uma condição juvenil liberta da precaridade.
Para sustentar a disputa que travamos esse é um passo essencial.
Postado por Leopoldo Vieira às 2:43 PM
Notas Relacionadas